sexta-feira, 6 de outubro de 2017

E nosso Prinz usou óculos de novo. Pena que o juiz não viu.

27º dia - 06 de outubro de 2017. Faro do Prinz. 

Saímos do hotel em direção ao ponto de encontro do faro pouco depois do meio dia. Teríamos que estar lá às 13:30h, e resolvemos sair bem antes com medo do trânsito dessa região. Chegamos lá bem cedo, e ficamos esperando. 

Encontramos com o Knut Fuchs, que estava acompanhando o alemão David Buss (aquele do "voraus" com um deita muuuuuito rápido). Conversando com ele, descobrimos que o campeão alemão desse ano (da BSP, aquela prova que fomos assistir no fim de semana) também não conseguiu passar no faro, tendo tirado 25 como nota. A preocupação com o faro está geral. Ninguém sabe bem o que está acontecendo, o motivo de tantas reprovações e tantas notas baixas. 

Medição da guia, e seguimos o carro guia em direção aos campos de faro do nosso grupo. 

O tempo hoje estava bom, com sol e alguma garoa de vez em quando. Mas ventava. E ventava. E ventava. Quando chegamos no campo de faro, ventava ainda mais. Rajadas de vento. 

Os campos de faro são lindos. Grama bem verde. Quando chegamos, não sabíamos ainda qual seria a nossa região de faro. Conseguimos ver, bem de longe, alguns marcadores marcando a pista. Não nos pareceu ruim. Estavam andando sim, mas devagar, com calma, objetos colocados com calma e ângulos marcados também andando, mas com calma. Nada demais. Pelo menos com esses dois marcadores que conseguimos prestar atenção em como trabalhavam. 

Não me parece mais que a marcação das pistas seja o problema do faro aqui. Ok, talvez em condições como a de ontem, enfrentadas pelo Márcio e pelo Euro, uma pista melhor marcada pudesse fazer diferença. Mas em condições como a de hoje, tranquilo. As pistas me pareceram estar bem marcadas para um nível de competição como essa. Nada fácil, mas também nada impossível. 

Acho que o vento pegou bastante cachorro despreparado. Nós mesmos temos problemas em treinar com vento na região onde a gente mora no Brasil, simplesmente porque raramente venta assim. Como preparar o cachorro? Não conseguimos ainda criar vento artificial pro faro...rs! 

Depois, olhando mais de perto, vimos que o gramado tinha uns "buracos", partes sem grama, onde realmente, se marcar andando, não pega muito cheiro e faz ficar difícil. Não vi os outros terrenos, mas acho que isso também pode ter sido um problema. Sem contar, claro, os marcadores que não vimos.

Sorteio, e Marcos dessa vez pegou o número 5, último faro do seu grupo (grupo de cinco pessoas aqui hoje). 

Assistimos ao faro do restante do grupo. O número 1, da Finlândia, conseguiu 88 pontos. O número 2, da Irlanda, conseguiu 86 pontos. O número 3, o alemão David Buss, conseguiu 91 pontos. Não sei quanto conseguiu o número 4, mas aprovou o cachorro também. E chegou a vez do Prinz. As distâncias a serem caminhadas eram enormes, principalmente pro alemão, cuja pista estava MUITO longe. Ele teve que passar por cima das duas primeiras pistas pra chegar na sua. Longe, mas longe, mais do que 1km. 

A pista do Prinz estava a cerca de 300 metros, mais ou menos. 

Prinz farejou MUITO! Não saiu da pista em momento algum. Dos quatro ângulos, ele entrou perfeitamente em um e checou, rapidamente, sem rodar, os outros três. Indicou os três objetos, tendo encostado em um e deitado lento no último. E só.... Esses foram os erros do Prinz. Todos à minha volta acharam que tinha sido ótimo! A moça da organização com o alto falante que transmitia os comentários do juiz tomou um susto quando ouviu a nota dada: 74. Ninguém entendeu nada. Knut Fuchs, que assistiu nosso faro, também ficou boquiaberto. 

Prinz usou óculos, mas o juiz, pelo visto, esqueceu os dele em casa. E, sem óculos, o juiz não viu o que estava em frente aos seus olhos. Só pode. 

Uma pena. A nota não foi justa. A gente tava esperando que ele fosse "canetar" o Prinz, mas uma "canetada" desse tamanho eu nunca tinha visto. 

Passei da felicidade ao ver o Prinz trabalhando tão bem pra tristeza na hora de ouvir a nota dada em poucos minutos. Desânimo! :( 

O juiz disse que o Prinz deveria ter mais intensidade. E nós concordamos com ele! É exatamente isso que estamos tentando com o Prinz. Mas daí a tirar da bonita prova de faro do Prinz 26 pontos???? Injusto, injusto, e injusto. O regulamento é claro: o juiz pode deduzir até 8 pontos por conta da falta de intensidade. Mais os pequenos erros, como ele conseguiu somar 26 pontos? 

Agora já sei o problema do faro. O juiz não entende de faro. O juiz não treina cachorro. Ele não tem parâmetro. Os dois cães que assisti de perto hoje com notas mais altas que o Prinz, o finlandês de 88 pontos e o irlandês de 86, não fizeram um faro tão bonito. Erraram, rodaram, voltaram na pista, correram de um lado pro outro... 

Assisti depois também o vídeo do Caribou, do Mário Sérgio! Faro pra muito bom alto, 94, 95 pontos!! Lindo de se ver! E ele só conseguiu 85 pontos! 

O Mário disse que o faro do Extreme não foi tão bom quanto o faro do Caribou. Mas pra ele, 93 pontos. 

Sem parâmetro, difícil de avaliar e difícil de entender. A única explicação, mesmo, é que ele deve ter esquecido os óculos em casa. 

Senhor Juiz, leve seus óculos amanhã na hora do faro do Oggun, combinado? O time do Brasil agradece.

De qualquer maneira, nós estamos felizes. Nosso Prinz trabalhou muito, farejou pra caramba, e não é a pontuação de um juiz sem óculos que vai deixar a gente triste. Sabemos exatamente as qualidades e defeitos do faro do nosso cachorro, e só estamos melhorando com o tempo. Os pontos, mais uma vez, não vieram, mas a evolução do trabalho do Marcos com o Prinz é visível. E nota injusta a gente ignora. ;-)

Amanhã de manhã, proteção do Prinz e do Caribou, e faro do Oggun. À tarde, obediência do Euro. E a participação do Team Brazil terá se encerrado na WUSV 2017. 







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